Conversas da Casa

Há livros que terminam na última página.

Outros continuam muito para além dela.

Continuam nas perguntas que deixam, nas ideias que despertam e nas conversas que são capazes de iniciar.

As Conversas da Casa nasceram para prolongar esse encontro.

Acreditamos que uma boa conversa pode ser tão transformadora como um bom livro.

1. Lê | 2. Reflete | 3. Partilha | 4.Cresce

Lê o texto ou a pergunta proposta pela Casa.


Em cada conversa, a Casa propõe um tema de reflexão.
A partir dele, cada leitor é convidado a participar,
partilhando livremente a sua leitura, experiência ou perspetiva.


Há livros que perduram

Algumas histórias terminam na última página.
Outras continuam nas perguntas, nas ideias e nas conversas que despertam.

Este é um espaço aberto ao diálogo, à reflexão e à partilha.
Cria um novo tema ou participa numa conversa já existente, sempre com respeito por todas as pessoas e opiniões.

Escolha um tema, leia as contribuições já existentes ou inicie uma nova conversa. A Casa cresce sempre que uma nova voz se junta ao diálogo.

Participe nas Conversas da Casa

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Porque existe esta Casa?

Há lugares onde os livros se guardam.

Há lugares onde os livros se vendem.

E há lugares onde os livros simplesmente passam.

A Casa Literária Leal Pembele nasceu para ser diferente.

Nasceu da convicção de que a literatura continua a ser um dos mais profundos encontros entre as pessoas. Um livro não é apenas um objeto. É uma conversa. É memória. É pensamento. É a possibilidade de alguém encontrar, nas palavras de outro, aquilo que ainda não conseguia dizer.

Vivemos num tempo de rapidez, de consumo imediato e de informação constante. Precisamente por isso, acreditamos que a literatura merece tempo. Tempo para ser lida, compreendida, discutida e partilhada.

Esta Casa não pertence apenas a quem escreve.

Pertence também a quem lê.

Pertence a quem faz perguntas.

A quem procura respostas.

A quem acredita que uma ideia pode transformar uma vida.

Aqui há espaço para autores consagrados e para vozes que começam agora a encontrar o seu caminho. Há lugar para a reflexão, para o diálogo, para a descoberta e para a construção de uma comunidade que coloca as pessoas antes das estatísticas e as palavras antes do ruído.

Mais do que um projeto editorial, esta Casa pretende ser um ponto de encontro.

Um lugar onde a literatura permanece viva porque continua a ser vivida.

É por isso que existe.

Para dar tempo à literatura.

E para dar literatura ao tempo.

O que significa dar tempo à literatura?

Vivemos rodeados de urgências.

As mensagens chegam depressa. As notícias sucedem-se a um ritmo constante. As opiniões multiplicam-se antes de haver tempo para pensar.

No meio dessa velocidade, a literatura convida-nos a fazer o contrário.

Convida-nos a parar.

Ler um livro não é apenas percorrer páginas. É entrar no tempo de outra pessoa. É acompanhar pensamentos, dúvidas, memórias e sonhos que, muitas vezes, atravessaram anos até encontrarem forma nas palavras.

Por isso, acreditamos que a literatura precisa de tempo.

Tempo para ser lida sem pressa.

Tempo para ser compreendida.

Tempo para ser relida.

Tempo para ser discutida.

Tempo para permanecer connosco depois de fecharmos um livro.

Mas o nosso lema vai mais longe.

Dar literatura ao tempo significa reconhecer que cada época precisa das suas histórias, das suas perguntas e das suas vozes. A literatura ajuda-nos a compreender o passado, a interpretar o presente e a imaginar o futuro. É uma forma de deixar um testemunho para quem virá depois de nós.

Quando um livro permanece, permanece também uma parte da humanidade.

É por isso que esta Casa escolheu este lema.

Não como uma frase bonita.

Mas como um compromisso.

Queremos criar um espaço onde a leitura possa recuperar o seu tempo, onde a escrita encontre leitores atentos e onde as palavras continuem a construir pontes entre pessoas.

Porque a literatura não vive da pressa.

Vive do encontro.

E todo o verdadeiro encontro precisa de tempo.

Ler também é participar

Há quem pense que participar na vida literária é apenas escrever.

Mas a literatura nunca foi construída apenas por quem segura a caneta.

Foi também construída por quem abre um livro, por quem o recomenda, por quem o discute, por quem regressa a uma página porque nela encontrou uma parte de si.

Cada leitor prolonga a vida de uma obra.

Cada leitura acrescenta um significado novo.

Um livro não termina quando o autor escreve a última frase. Continua a transformar-se sempre que encontra um novo olhar. É nesse encontro silencioso entre quem escreve e quem lê que a literatura permanece viva.

Na Casa Literária Leal Pembele acreditamos que ler é uma forma de participar.

Participar é escolher um livro.

É reservar tempo para a leitura.

É partilhar uma descoberta.

É recomendar um autor.

É colocar uma pergunta.

É iniciar uma conversa.

É ajudar uma história a chegar mais longe.

Por isso, esta Casa não foi pensada apenas para escritores.

Foi pensada para todos aqueles que acreditam que a literatura cresce quando deixa de ser um ato solitário e passa a ser um espaço de encontro.

Cada leitor faz parte dessa construção.

Cada leitura fortalece esta Casa.

Porque uma comunidade literária não se mede apenas pelos livros que publica.

Mede-se pelas pessoas que os leem, os compreendem e os mantêm vivos.

Escrever é uma forma de permanecer

Escrever é um dos gestos mais antigos da humanidade.

Muito antes de existirem bibliotecas, editoras ou plataformas digitais, já alguém procurava uma forma de deixar uma ideia para quem viesse depois.

Talvez seja essa a essência da escrita.

Permanecer.

Não permanecer como nome ou reconhecimento.

Mas permanecer através de uma pergunta, de uma memória, de uma emoção ou de uma história capaz de atravessar o tempo.

Quem escreve sabe que nem todas as palavras encontrarão imediatamente o seu leitor.

Ainda assim, escreve.

Porque acredita que, algures, haverá alguém que reconhecerá nessas páginas uma parte de si.

É esse encontro silencioso que torna a literatura única.

Na Casa Literária Leal Pembele acreditamos que cada autor traz consigo um olhar irrepetível sobre o mundo, sobre a vida.

Não procuramos vozes iguais.

Procuramos vozes autênticas.

Aquelas que escrevem com verdade, respeitando a liberdade criativa e o compromisso com a palavra.

Escrever não é apenas publicar.

É pensar.

É observar.

É escutar.

É transformar a experiência humana em memória partilhada.

Cada texto acrescenta uma nova perspetiva à história coletiva.

Cada livro amplia o diálogo entre gerações.

É por isso que esta Casa acredita nos autores.

Porque acredita que escrever continua a ser uma das formas mais belas de permanecer no tempo.

Porque acreditamos nos autores

Cada autor transporta consigo uma forma única de olhar o mundo.

Há quem escreva para compreender.

Há quem escreva para recordar.

Há quem escreva para questionar.

E há quem escreva apenas porque sente que determinadas palavras não podem permanecer em silêncio.

Nenhuma destas razões é maior do que outra.

São diferentes caminhos que conduzem ao mesmo lugar: a necessidade de comunicar através da literatura.

Na Casa Literária Leal Pembele acreditamos que cada autor merece ser recebido com respeito.

Acreditamos que uma obra merece ser conhecida antes de ser julgada.

Que um livro merece encontrar os seus leitores.

E que a diversidade de vozes enriquece qualquer comunidade literária.

Por isso, esta Casa não procura definir o que deve ser escrito.

Procura criar condições para que diferentes autores possam dar a conhecer o seu trabalho, partilhar as suas ideias e encontrar pessoas dispostas a lê-las.

A literatura cresce quando existem muitas vozes.

Quando há espaço para o diálogo.

Quando a curiosidade vence o preconceito.

É essa abertura que queremos preservar.

Porque acreditamos que cada livro representa um novo encontro.

E que cada autor acrescenta uma nova possibilidade de compreender, de acreditar, de investigar.